AdBlue, a fórmula mágica para motores EURO 6

AdBlue, a fórmula mágica para motores EURO 6

Maio - 2018

A Total descobre-lhe o líquido na moda que elimina os óxidos de azoto prejudiciais dos gases de escape. O seu nome é AdBlue.

A norma Euro 6 para veículos ligeiros e pesados é uma realidade. Em funcionamento desde janeiro de 2014 e obrigatória desde setembro de 2015, representou a entrada dos sistemas SCR (catalisadores de óxidos de azoto NOx) no mercado dos veículos ligeiros a diesel, que necessitam do AdBlue (mistura de ureia e água) para poderem funcionar.

De onde saem os óxidos de azoto e porque é que a anulação dos mesmos é necessária? Trata-se de um dos compostos que formam os gases resultantes da queima do combustível e que são prejudiciais para o meio ambiente e para a saúde das pessoas.

A norma Euro, o guardião da saúde

Foi precisamente devido à existência destes compostos nocivos que surgiu na devida altura a norma Euro 0, que estabelecia limites máximos para que os fabricantes de motores e veículos reduzissem a contaminação através da introdução de novas tecnologias que levassem a um menor consumo de combustível.

A evolução dessa norma levou à atual Euro 6, que reduz de forma significativa as emissões dos motores, o que se conseguiu à base da diminuição do consumo de combustível e da utilização de diferentes elementos no escape, tais como o filtro de partículas, a válvula EGR, os catalisadores diesel ou o sistema SCR. Também influenciaram as alterações na injeção de combustível e os novos motores que foram lançados no mercado.

Todas estas alterações conseguiram aproximar as emissões de um veículo diesel às dos veículos equipados com motor a gasolina. Com efeito, com a aplicação da norma Euro 6 são quase equivalentes em termos de emissões de NOx.

SCR e AdBlue para se desfazer dos NOx

Para que os veículos cumpram a norma Euro 6, necessitam da incorporação de um novo catalisador, o SCR, que diminui a concentração de NOx (óxidos de azoto) no escape à base de reações químicas. Por sua vez, para que este funcione otimamente, utiliza-se o AdBlue, um produto que deverá estar presente no veículo para ser injetado no escape antes do SCR.

Mais concretamente, o AdBlue, que consiste numa mistura de ureia e água, decompõe-se em amoníaco e dióxido de carbono devido às temperaturas dos gases de escape. O amoníaco resultante encarrega-se dos óxidos de azoto, dado que reage com eles graças ao catalisador SCR. O resultado desta reação é nitrogénio e água, pelo que se eliminam os compostos perigosos para a saúde, isto é, os famosos óxidos de azoto.

Como é que se introduz o AdBlue no sistema? Para começar, é necessário um depósito de cerca de 20 litros exclusivo para este líquido. Também é necessário um sistema injeção que o introduz no escape com uma pressão de cerca de 5 bar, além de outro sistema de controlo da injeção que trabalha em função do regime do motor, da temperatura dos gases e da percentagem dos óxidos de azoto.

Quanto AdBlue é que o veículo consome? Considera-se que o consumo de AdBlue será de cerca de 3% do consumo de combustível. Isto indica que, com cada mudança de óleo, será necessário encher cerca de 20 litros desse produto.

Por isso, as oficinas necessitam de utilizar este produto para a manutenção dos veículos e a venda aos particulares que o solicitarem. Desta forma, será utilizado em volumes que podem ir desde contentores de 1.000 litros, no caso de grandes oficinas e concessionários, até garrafas de 10 ou 20 litros.

Além da utilização de AdBlue, nos motores Euro 6 continua a ser muito importante a utilização de um óleo de motor de qualidade que se ajuste às exigências do propulsor. Por isso, nunca deve perder de vista que o lubrificante que utilizar no seu veículo deve ter em conta todas as especificações do fabricante.

Em próximos artigos falar-lhe-emos sobre os veículos que utilizam AdBlue em Portugal, a influência desta novidade sobre o óleo do motor e responderemos a dúvidas como o que poderá acontecer se não se utilizar este produto num veículo que o requer.

Saiba mais sobre AdBlue

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