Consumo de óleo: perguntas e respostas.

Consumo de óleo: perguntas e respostas.

Julho - 2019

Este artigo tornou-se uma guia para aqueles que querem saber porque é que o seu veículo consome lubrificante.

Como sabem, na Total somos especialistas em lubrificantes, é por isso que damos respostas para algumas das perguntas mais comuns.

Quantos litros de óleo o meu carro consome?

A única maneira de realmente conhecer o consumo de óleo do carro é controlar uma série de parâmetros em peso ou volume, ou seja, em quilos ou litros: a quantidade de lubrificante que foi usada no preenchimento, a quantidade de óleo que foi adicionada antes da troca de óleo e da quantidade de óleo usado recolhida ao trocá-lo.

Para fazê-lo é muito simples: adicione as duas primeiras quantidades e subtraia a terceira. Desta forma, obteremos a quantidade de óleo queimada na câmara de combustão, ou seja, o consumo real de lubrificante do veículo. Claro, se houver fugas, é necessário detectá-las e repara-las.

Se um motor funcionar corretamente, é normal consumir óleo?

Apesar da existência de retentores no percurso que leva o óleo a lubrificar as guias de válvulas, cames ou touches, ha sempre uma quantidade de lubrificante que vai para a câmara de combustão, onde se queima. O mesmo acontece na área pistão-camisa, onde o fluido se arrasta para a mesma câmara durante o movimento de subida do pistão. Então sim: mesmo que seja uma quantidade mínima, o motor deve sempre consumir algum óleo se a lurbificação estiver correta.

Quais são os valores máximos razoáveis?

Os fabricantes geralmente indicam um valor máximo de 1 litro por 1.000 km para motores a diesel e 0,7 litros para motores a gasolina, embora o consumo seja realmente muito menor.

O mais comum é um consumo a cerca de 0,6-0,8 litros a 10.000 km em veículos relativamente novos, mas tudo isso depende das condições do motor, da bomba, do filtro de óleo ou do nivel de rotações atingido . Além disso, esse consumo aumenta com o tempo devido ao desgaste natural das peças do motor. Assim, um consumo médio de 1 litro por 10.000 km poderia ser considerado como normal.

Se eu usar um óleo sintético, qual seria o consumo razoável em 20.000 km?

Esse consumo razoável seria normalmente entre 1 ou 2 litros, no máximo 3 litros.

Esse mesmo óleo terá capacidade para 20.000 km sem substituir?

Não, porque poderia alcançar o nível mínimo entre 7.000 e 10.000 km por causa do consumo, que, como já indicamos anteriormente, seria por volta de 1 litro. Lembre-se que a haste de verificação do nivel indica um máximo e um mínimo: a variação entre os dois é geralmente a cerca de 1 litro, aproximadamente.

É por isso que deve adicionar lubrificante de forma obrigatória, especialmente se estivermos a falar de um carro de altas performances e de um tipo de condusão desportiva.

Porque é que os carros novos consomem mais?

Os carros novos consomem mais porque numa fase inicial as peças novas ainda se estão a ajustar umas as outras, há mais contacto e as temperaturas geradas no interior do motor são maiores. Com o aumento de temperatura, a viscosidade do lubrificante é menos facilitando a sua passagem para a câmara de combustão através dos segmentos, aumentando a queima e, consequentemente, o consume. Atualmente, a qualidade do acabamento das superficies das peças na fabricação de um carro tornam esse fenômeno mais raro.

Esta é a explicação porque é que, normalmente, podería haver um maior consumo de lubrificante nos primeiros quilômetros percorridos do que naqueles após o funcionamento do motor em regime normalizado.

Se eu alargar o intervalo de muda de óleo, o motor vai consumir mais?

Na verdade, o motor não vai consumir mais, e teoricamente a média até vai ser idêntica. O que ocorre é que o óleo vai estar mais tempo em funcionamento pelo que o consumo final global será maior, embora o consumo médio por quilómetro possa ser o mesmo. Haverá portanto necessidade de fazer um ou outro atesto, necessidade essa que seria menos provável se a mudança de óleo se fizesse mais cedo.

Há muitos condutores que, habituados a mudar o óleo em períodos inferiores a 10.000Km, nunca faziam atestos. Porém, quando por mudar de veículo ou simplesmente mudar os seus hábitos, passar a fazer mudanças de óleo em períodos mais alargados, vão ter necessidade de fazer atestos ocasionais, o que não ocorria anteriormente. Por essa razão ficarão surpreendidos pelo facto de se verem obrigados a realizar atestos e assim acabam por se queixar de maiores consumos, quando na realidade isso não se verifica.

Se eu usar um 5W-40, o consumo de óleo será menor do que em um 10W-40 ou um 15W-40?

A quantidade de óleo que atinge a câmara de combustão e queima afeta muito o consumo de um motor. Como já sabemos, a viscosidade afeta essa quantidade: quanto mais viscoso for o óleo, mais difícil será para aceder a câmera e queimar.

Por esse motivo,num veículo antigo com grandes aberturas, um óleo SAE-50 pode reduzir o consumo.

No caso do 5W-40, 10W-40 e 15W-40, é verdade que são todos SAE-40, no entanto, o índice de viscosidade não é o mesmo. Assim, o 5W-40 tería um índice maior do que o 10W-40 e o 10W-40 tería um índice maior que o 15W-40.

Acontece que produtos com um índice mais alto têm maior resistência à quebra da película lubrificante e mantêm melhor a viscosidade a quente. Portanto, o consumo é um pouco inferior em termos de condições de serviço.

Se colocarmos esses óleos para trabalhar a mais de 100 graus Celsius, aquele com o maior índice de viscosidade será mais viscoso em funcionamento, e portanto com menor tendencia a passar para a câmara de combustão. Desta forma, entrará em menor quantidade naquela câmara e queimará menos.

Existem marcas de veículos que consomem menos óleos?

Não. Na verdade, o consumo médio é semelhante em todas as marcas e é estabelecido em torno do litro por 10.000 quilômetros. O que influencia, é o design do motor. É por isso que existem modelos que consomem mais óleo de motor do que outros dentro da mesma marca.

Um veículo com um óleo sintético gastaría menos dependendo da volatilidade?

A volatilidade do óleo influencía o consumo de lubrificante, já que em altas temperaturas afetam menos os óleos sintéticos que os minerais. De fato, as bases sintéticas resistem melhor sob essas condições e volatilizam menos que os minerais. Isso significa que, dependendo das temperaturas, o consumo é menor no primeiro caso.

O lubrificante é formado por muitos componentes e cada um deles evapora-se a diferentes temperaturas. Se esses componentes tiverem temperaturas de evaporação relativamente baixas, notaremos o consumo primeiro. Neste caso, o consumo seria originado por volatilização, não por combustão.

Em que porcentagem um óleo se volatiliza?

De acordo com as normas da ACEA, a percentagem máxima de volatilização permitida para óleos sintéticos e minerais é de 13% em peso, 11% no caso de um lubrificante ACEA C4. Em qualquer caso, todos os produtos têm um consumo bem abaixo deste máximo, seja lubrificantes minerais ou sintéticos.

Se um motor gasta lubrificante, consumiría mais com um mineral ou um sintético?

Esse motor gastaría menos produto se um lubrificante sintético fosse usado, desde que fosse o mesmo SAE. Por exemplo, se nos referirmos a dois 10W-40, dos quais um é mineral e o outro é sintético, este último sempre registrará um consumo menor.

Existe um caso em que o consumo é maior com um óleo sintético do que com um óleo mineral?

Há apenas um caso em que pode encontrar um consumo maior: quando substituímos num carro antigo o óleo mineral com outro sintético.

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